sexta-feira, 8 de agosto de 2008

http://www.youtube.com/watch?v=tpqfWJ9TERQ&feature=related

fechem os olhos. façam silêncio absoluto. escutem.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

noch einmal.

"you know when you've found it
there's something i've learned
'cause you feel it when they take it away"

domingo, 20 de julho de 2008

ontem eu perdi no resta um e tenho andado com os olhos bem abertos.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

achado.

Se eu escrevo, choro, rio, me perco ou me entrego, é porque alguma coisa eu tenho para mostrar. Este meu "eu" sem graça ou nexo, que roga por lapsos de euforia. "Eu" paradoxo e melodia, que não quer nunca parar. Que a alegria seja momentânea, duradoura, eterna. Inócua. Quero ser inquebrantável, leve e insana. Quero jogar beijos ao vento sem esperar tê-los de volta. Quero do mar o ar molhado de sal. Sentir o barulho das ondas e ter os pés cravados em conchas desiguais. Ter nos cabelos o vento e fazer do momento uma dança sem fim. Poder subir nas pedras e me jogar sem medo e gritar aos quatro ventos que só quero me descobrir. Talvez eu queira das montanhas o frescor da brisa e o perfume da flor. Aquela delicada flor do manacá. Talvez eu queira ouvir a água da cachoeira agredir as pedras de modo tão suave que não as faça rachar. Quero poder dizer ,sem pudor, que não senti, que eu não sinto. Que o meu desejo de euforia não passa de um capricho. Que toda a minha controvérsia se resume em um barroco porco e maldito. Que eu não sou o que eu queria ser: inquebrantável, leve e insana. Sou simplesmente alguém perdida na humilde complexidade do seu ser. Ou não ser? Eis a questão.

Texto do blog antigo. Dezembro de 2005.
Eu escrevia bonitinho, antigamente.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Espelho mágico

Da eterna procura

Só o desejo inquieto, que não passa,
Faz o encanto da coisa desejada...
E terminamos desdenhando a caça
Pela doida aventura da caçada.

Mas...

Da felicidade

Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz!

[Mário Quintana]

segunda-feira, 30 de junho de 2008

em letras minúsculas.

de coração murcho, ela andava pelas ruas. estava assim porque não podia contar as estrelas e estava longe demais do mar para dizer se ele era mesmo salgado. uma vez, porém, ela esteve bem perto de descobrir a verdade sobre as coisas. encontrou um penhasco tão alto, mas tão alto que podia ter as estrelas nas mãos. mas teve medo de se queimar. o mesmo penhasco dava para o mar. mas, com medo de descobrir que o mar era doce, não pulou. teve medo de se afogar.

(o coração? murchou mais um pouco, até se assemelhar aos sacos de lixo que representam os pulmões nas embalagens de cigarro. se ela não tomar cuidado, vai morrer deste câncer, o medo)

sábado, 28 de junho de 2008

verdade extra-universal

Até mesmo os Jedi e os Sith concordam que o amor representa perigo, sabe como?

quarta-feira, 25 de junho de 2008

pensamentos simultaneamente ordenados.

Sempre alego falta de inspiração ou de tempo ou de ambos, o que não deixa de ser verdade. Isso não justifica, porém, a ausência absoluta disso aqui. Acho que eu sou mesmo assim. Absolutamente ausente e, na maioria das vezes, por acidente. Não é que eu não me importe. Por eu ter esse ranço incômodo de perfeccionismo, acabo pecando pelo medo de tentar. Se é para resultar em auto-frustração, melhor nem me apegar. Nem a textos nem a pessoas. Nem a dias passados nem futuros. Nem ao momento eu tenho o costume de me apegar. Desconheço a origem desse pânico, mas a existência é inegável. O que geralmente atribui-se ao homem, o medo de comprometer-se, é algo que me acomete desde sempre e não faço idéia de quanto tempo ainda há de durar. Sei que só agora isso comecou a me incomodar, a me doer profundo. Chega a latejar-me o cérebro. É possível que seja devido ao acidente de só agora ter me deparado com alguém tão parecido comigo nesse aspecto. É um tanto quanto assustador saber que outra pessoa me trata do mesmo modo como tratei as pessoas a minha vida inteira. Assustador demais, na verdade. Isso só prova que eu provavelmente não tratei as pessoas do jeito que elas mereciam. Culpo essa minha personalidade bizarra, que oscila entre extremos. Já fui chamada de relâmpago, de cubinho de gelo imprevisível. Alusões à frieza e à velocidade de saída sempre fizeram parte do meu imaginário de relacionamentos. Acontece que nem sempre está frio aqui dentro. O problema é que o calor fica retido e, pela válvula de escape, não sai nada além de aparente indiferença. Isso está me matando, pela primeira vez em anos. Qual é o problema comigo? Qual é o problema com ele? São, obviamente, perguntas retóricas sem solução, porque assim é a minha personalidade. Sem solução. Sou implícita e sempre achei que era bom ser assim. Não gosto de me imaginar óbvia, sem mistério. Além disso, nunca me apeguei a pessoas sem mistério. Só as pessoas de ausentes ou camufladas intenções me pertenceram ao pensamento um dia. Talvez só assim eu realmente me pertença. É.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

É dia extra do bissexto.

Já que hoje é um dia que só se repetirá (?) daqui a quatro anos, resolvi que postar alguma coisinha aqui seria bom. Fazer coisas incomuns em um dia incomum. Não que eu quisesse que postar aqui fosse algo incomum, mas regularidades não funcionam muito bem para mim.

Dando início ao rol de bizarrices do dia extra do ano bissexto, minha rasteirinha arrebentou às 7 e meia da manhã, no momento imediato em que eu desci do ônibus, rumo à aula de inglês preguiçosa das sextas madrugadoras. Foi até interessante passar uma manhã descalça na Savassi, atraindo olhares de todos os transeuntes, a maioria deles muito elegante, preparada para ter um dia cujo rumo tendia à uma direção diametralmente oposta à minha situação. Muitas pedras afiadas no caminho, muita fofoca, piadinhas e olhares desconfiados acolheram o meu desconforto, mas não achei que havia solução melhor do que empinar o nariz tanto quanto as madames do Pátio, fingir que estava propositalmente descalça e que essa era mais uma maneira de integrar-me à natureza, tal como as dietas à base de grãos e os banhos de lama medicinal. A minha tática não obteve muito sucesso nem evitou olhares das patricinhas, mas me valeu uma historinha pra contar. O telefone tocou bilhões de vezes agora e eu perdi a linha do raciocínio, então vou lavar a cabeça e ir pra faculdade. Prefiro nem imaginar as bizarrices que me aguardam na calourada.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A paz que só o créu traz.

14 horas dentro de um trem com destino à praia dos mineiros. As tentativas de dormir foram muitas, mas não havia quem deixasse. Mas
quem precisa dormir quando se tem música espanhola (?), ferromoços, Sarah, Isadora, Magali, infindáveis vagões de trem a serem visitados
e arroz piamontese à espera na casa da Camila? Em Vitória, uma noite e um dia. Praia de Manguinhos - cheia de algas, por sinal - e
shopping, pra comer empada de frango com cheddar e petit gateau e ver a Sarah brigando com o Maurício. Depois disso, foram duas
semanas na Praia do Morro, em Guarapari. Não me lembrava muito bem de como era, só sabia que todo mundo dizia que era feia e suja,
a praia. Não sei se foram as circunstâncias ou os amigos, mas a propaganda negativa que quase todo mundo me fez de lá me pareceu
enganosa. Não era bem uma praia digna de nordeste, mas suficiente pra passar uns dos meus melhores dias ao lado de umas das minhas
melhores pessoas.

Durante o dia (que só começava depois do meio-dia), era passatempo nosso procurar pelos 6 (ou trucos)* pra dar um dente**, ouvir e
dançar o créu, esperar pelo queijo assado lotado de orégano, sentir nuvens de água quente*** no mar, fazer caminhadas de deixar as
pernas doces, jogar pôquer de óculos escuros, esperar pelo Fernando, buscar o Carlos no Jaqueline Morgan e programar o dia seguinte,
quando voltaríamos à praia do Ermitão (que PUTAQUEPARIU, era muito linda), iríamos ao Parque Aquático ou ao Skol Spirit, com o Izinho e
a Camila. Obviamente, todos os planos furavam, porque acordávamos tarde demais pra realizar qualquer um que fosse e acabávamos indo ao
Centro, onde fomos ao aquário mais fracassado do universo e encontramos, por sorte, a Rayza e o Lucas.

As noites eram as melhores. Pra tomar banho, a fila, cuja ordem era decidida pelo tamanho do cabelo e a demora pra escolher a roupa e
se maquiar. Obedecendo aos dois critérios, a Tamires deveria sempre ser não a primeira, mas a tangente de 90º, que explode pro infinito
(negativo, é claro). Pobres de mim e do Roger, que tínhamos os menores cabelos e vaidades! Quando todo mundo ficava pronto pra sair,
horário que já passava do BigBrother, íamos, sem destino, andar na areia, a procura de um luau que nunca aparecia. Eis que, uma noite,
encontramos um pseudo-luau, com um violão bêbado e pessoas engraçadas de Patos de Minas. Tamires ganhou uma serenata do violonista
alcoolizado, a Isadora conquistou um paraguaio e se transformou na IsadôRRa, a Tati sofreu uma colisão frontal com um mendigo bêbado e eu
planejei uma viagem de bote até a África. As outras noites foram de parque, com direito a brinquedos assassinos, de Piña Colada e
Flamejante, de créu na praia, de Pastelonça, Churros do Chaves e cachorro quente. Sem contar os shows gratuitos do Central Urbana, Fábio
e Fabrício, Boka Loka, Trio Forrozão, Cadillac e 14 Bis, e os pagos, como o do NX Zero na Pedreira (fui conhecendo só 'Entre razões e
emoções' e sai achando todas as outras músicas iguais a ela, mas com vontade de pular no palco e agarrar o vocalista gostoso. Ganhei um
fiapo da toalha dele e a sacola onde as toalhas estavam guardadas. Haha) e os dois do Naturau. Noite de quarta-feira na Tontería, com
muita música eletrônica, Cuba Libre e créu na velocidade 5, até derreter, com o Roger, Tamis, Tati, Sarah, Isadora, Fernando, Hugo, Cacau
e uns hombres bonitos até! Em compensação, na rua só tinha esquilo com pneumonia****, dentre os quais um pseudo-carioca, que me
obrigou a dizer que me chamava João e que era de Ribeirão das Neves.

Ah! Um detalhe importante: as noites e madrugadas eram regadas à chuva, que fazia graça de todo o nosso esforço pra arrumar o cabelo,
mas que não impedia as nossas demências vespertinas. Nada, nem o mau humor eventual da Tati, me impedia de cantar com ela James
Blunt, Damien Rice e Los Hermanos em alto e bom tom na praia, sujando a roupa de areia e atraindo olhares dos passantes. Nada me
impedia de conversar hoooras a fio com o Roger e a Tamis sobre filmes bizarros, de pedir pra Isadora gritar 'treme treme o bumbum',
'créééu', 'tchamairáá' e 'habib' com a melhor voz do mundo, de abraçar a Saroca até ela perder o ar e dizer a ela o tempo todo que estava
com saudades, mesmo ficando vinte e quatro horas grudadas.

O pânico de voltar de ônibus com um motorista MUITO estranho, que parou no meio da estrada deserta dizendo que o motor estava
estragado, não foi suficiente pra me fazer perder o humor acumulado ao longo desses dias. As minhas madrugadas agora são tranquilas, sem
ninguém pra me roubar um pedaço de colchão ou pisar no meu cabelo em uma ida à cozinha. Sem ninguém pra cantar créu ou música
sertaneja. Sem ninguém pra pular em cima de mim pra eu não dormir. Sem ninguém pra me fazer assistir Telecurso 2000. A paz que só o créu traz vai fazer falta.

*Interna 1
**Interna 2
***Interna 3
****Interna 4


(Alie toda essa sensação de bem-estar com uma aprovação em 1º lugar no vestibular da UFMG! Concorda que eu vou explodir?)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

de baixo pra cima ou de cima pra baixo?

olha só!
o eco do ego
ecoando
o oco da vida
aumentando
o pouco do que resta
dormindo
o resto da festa
sonhando
o ano novo
batendo
o ano velho
revivendo
o amor velho
tomando conta do
ano de novo
do novo
de novo
o ciclo se enquadrando
a cortina se fechando
(ou se abrindo pra quem olha de dentro?)
o verão se esfriando
o verbo se enervando
e dormindo
e domingo
e dor.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Aquecimento Global

"No interior da bolsa escrotal, a temperatura é ligeiramente menor do que a temperatura corporal, fato importante para a sobrevivência dos espermatozóides produzidos a partir da puberdade. Temperaturas mais elevadas poderiam matar os espermatozóides e causar infertilidade."


Pronto. Está previsto o fim da humanidade.